Como a dor pós-treino aparece e como podemos tratá-la? Descubra como evitar e aliviar esse sintoma depois das suas atividades físicas!

Já aconteceu de você começar a malhar e no outro dia acordar com dores nos membros que exercitou? Quando (re)começamos um treino, é normal que nossos músculos doam visto que estamos estimulando partes que estavam sem fazer um esforço considerável.

Embora isso seja natural durante o processo de retomada tanto para atletas como pessoas sedentárias e representa um processo de adaptação do próprio corpo, a dor pós-treino pode ser uma sensação amenizada por algumas práticas.

Você sabe, portanto, como cuidar e evitar a dor pós-treino? Se você quer entender mais o porquê de a sentimos e como podemos reduzi-la, a gente te ajuda. Acompanhe nosso conteúdo e boa leitura!

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O que é dor pós-treino?

A dor pós-treino nada mais é do que uma dor muscular conhecida como mialgia. Ela também leva o nome de dor muscular de início tardio (DMTI).

A dor muscular pós-treino se dá pelo acúmulo do ácido lático nos músculos. Ao usar os músculos, ocorrem microlesões nas fibras musculares, que vão ativar o crescimento e fortalecimento do músculo. 

Isso acontece pois a regeneração destas fibras faz com que elas cresçam em tamanho e, ao mesmo tempo, recebem mais nutrientes devido ao aumento do fluxo sanguíneo. 

Nesse processo, o rompimento das membranas vai causar um processo inflamatório, dessa forma, a dor muscular pós-treino é um simples alerta do organismo para o próprio corpo.

Contudo, o nível de intensidade, frequência e carga vai afetar de maneira diferente a forma como a dor muscular pós-treino é sentida por cada pessoa.

Por que a dor muscular pós-treino ocorre?

A dor pós-treino no músculo é uma dor natural provocada pelo uso do músculo. Portanto, ela aparece sempre que se inicia uma atividade, bem como quando se alteram os treinos em academias, trazendo uma carga maior para o músculo que ele não estava acostumado.

Com o tempo, os músculos vão criar mecanismos de recuperação para reparar estas microlesões e, ao mesmo tempo, vai ampliar sua resistência ao exercício. É esse o processo natural para que seu corpo evolua, sempre que você avança no seu treino.

Caso a dor perdure muito mais tempo, no entanto, a mialgia deve ser investigada e diagnosticada por um profissional, pois pode ser um sintoma de outros problemas como tendinopatias, bursites ou lesões musculares graves que vão além de um ciclo natural.

Quanto tempo dura a dor pós-treino?

A dor do pós-treino costuma aparecer em uma janela de tempo bem próxima ao esforço físico. Ela pode surgir de 4 a 6 horas depois do treino. 

No entanto, ela tende a aumentar com o tempo, atingindo um pico entre as 24 e 48 horas posteriores ao exercícios. Em alguns casos, ela pode persistir por 3 a 5 dias, porém vai sempre depender do perfil de cada pessoa.

O que fazer para aliviar a dor pós-treino?

como aliviar dor pós-treino

Como se trata de um problema natural, é provável que a dor apareça, porém, há formas de tentar amenizar essa sensação desconfortável no músculo. Entre elas, podemos citar:

  • compressas frias;
  • massagem na área dolorida;
  • descanso do músculo.

A seguir, vamos falar sobre essas alternativas.

Coloque compressas frias

O gelo é um grande aliado da dor pós treino pois ele impede danos musculares mais graves e, ao mesmo tempo, acelera a recuperação das microlesões. 

Por isso, sempre que sentir algum tipo de dor muscular depois do treino, é super importante fazer o uso de compressas frias ou gelo envolto de um pano, colocando na região dolorida por cerca de 10 a 15 minutos, algumas vezes ao dia.

Faça massagem na área dolorida

Além de gelo, você também pode investir em massagens na área dolorida. Assim como no primeiro caso, as massagens vão  aumentar o fluxo sanguíneo para os músculos, o que vai diminuir a inflamação deles e acelerar a recuperação das fibras rompidas no exercício. 

Junto a isso, as massagens podem reduzir a tensão que acumulou no músculo durante a prática de exercício. O ideal é massagear primeiro as regiões acima e abaixo da área dolorida e, depois disso, massagear efetivamente o músculo.

Descanse o grupo muscular

Por fim, descansar quando a dor pós-treino aparecer também é importante. É fundamental respeitar o período de 24 a 48 horas de descanso entre os treinos. Por isso, principalmente quando estiver com dor, leve em conta essa janela de tempo.

Deixar o corpo se recuperar naturalmente antes de recomeçar os exercícios vai ajudar nisso. Dessa forma, caso você esteja sentindo uma dor intensa no músculo, não é uma boa ideia já realizar um novo treino nesta região. A ideia é alternar o grupo muscular. 

Evite a dor pós-treino com 3 dicas simples

como evitar dor pós-treino

Além de aliviar as dores musculares, você também pode criar alguns hábitos para evitar que a dor pós treino apareça e, caso apareça, ela também seja mais leve. Três dicas para isso são se hidratar bem, se alimentar bem e claro, se exercitar bem. 

Hidrate-se adequadamente

É fato e dado consumado que água faz bem para tudo. Então, para malhar, não seria diferente. Estar com o corpo hidratado vai fazer toda a diferença durante o exercício.

Isso acontece pois o líquido vai auxiliar na a a sintetização nutrientes dos alimentos ao passo que mantém os músculos oxigenados e hidratados. A desidratação, portanto, sempre aumenta as dores e as cãibras musculares..

Tenha uma boa alimentação

A segunda dica para evitar dor pós-treino é ter uma boa alimentação. Ingerir alimentos saudáveis é essencial para fortalecer o corpo, inclusive, os músculos. Por isso, o desempenho físico está diretamente relacionado com uma alimentação de qualidade.

Dessa forma, uma dieta balanceada vai oferecer mais vigor aos músculos e deixá-los mais fortes para aguentar treinos, principalmente quando exigem mais. Além disso, o que escolher comer antes do treino, sem dúvidas, vai influenciar nele. 

Pratique exercícios com moderação

Por fim, uma excelente forma de prevenir a dor pós-treino é com a própria atividade física. Aquecer e alongar bem o corpo, fazer treinos regulares e respeitar os seus limites vão contribuir para isso.

Para quem está começando, avançar devagar em um novo treinamento vai ajudar com que o corpo se recupere da melhor forma e as dores não sejam tão fortes.

Além disso, fazer exercícios físicos com a orientação de um profissional vai garantir que você não faça o exercício de maneira errada nem ultrapasse seu limite.

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Conclusão

A dor pós-treino é um processo natural que nossos músculos sentem ao avançarmos em na prática esportiva. No entanto, isso não significa que não devemos ter cuidado durante os treinos.

Para aliviar dores musculares, é essencial fazer massagens na região, colocar compressas de gelo e, ainda, dar tempo ao grupo muscular  para descansar. 

E se você quer diminuir o aparecimento dessa dor, o ideal é tomar mais cuidado na prática do exercício, bem como na sua alimentação e hidratação para esse momento!

Descubra tudo sobre rasgadura nas costas: o que é, causas, o que fazer e melhores tratamentos para esse problema

Embora seja associada à prática excessiva de esportes, os músculos das costas são usados constantemente e, por isso, a rasgadura nas costas pode acontecer também durante práticas cotidianas. 

A rasgadura nas costas está sempre associada a uma distensão ou lesão nos músculos dessa região do corpo e, por isso, pode ter diferentes tipos de tratamentos, desde o uso de medicamentos até cirurgias.

Se você quer saber mais sobre o que é rasgadura nas costas, as causas, quais são os tipos de dores nas costas e os principais tratamentos, siga neste artigo. Acompanhe nosso conteúdo e boa leitura!

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O que é rasgadura na costa?

A rasgadura nas costas nada mais é do que um tipo de lesão muscular. Ela costuma acontecer quando se faz um grande esforço ou inadequado com o músculo das costas. 

A rasgadura é um processo de rompimento das fibras, além do comprometimento dos vasos sanguíneos que irrigam essa região. Entre as principais causas que levam a um quadro da rasgadura na costa, podemos citar:

  • Levantamento excessivo de peso;
  • Prática de esporte que exige muito esforço;
  • Trauma direto devido a eventos como queda ou acidente de carro;
  • Postura de forma errada constante no dia a dia.

Já alguns fatores de risco que podem contribuir para a rasgadura nas costas são o envelhecimento do corpo, alimentação inadequada e má hidratação, doenças prévias, excesso de peso e até mesmo o tabagismo.

A rasgadura na costa pode ser tanto leve quanto completa. Nos graus menores, ela rompe poucas fibras do músculo, já no grau mais grave, mais de 50% das fibras são rasgadas e isso em resulta em sintomas intensos e perda da função

O que se sente quando se rasga um músculo?

O principal sintoma que se sente no momento quando se rasga um músculo é uma dor forte localizada perto de uma articulação.

Quando se trata de uma rasgadura aguda, o sinal da distensão é imediato, com aquela puxada no músculo que já dá o alerta sobre o problema.

Além disso, a pessoa pode sentir dificuldade para movimentar as costas já no instante da rasgadura e, rapidamente, perceber que a região inchou. Já em casos que se trata de um problema crônico, os problemas podem aparecer de maneira gradativa.

Quais os sintomas da rasgadura na costa?

sintomas rasgadura na costa

Como falamos, além da dor intensa na região, que costuma ser sentida no instante após a rasgadura na costa, é comum que a pessoa também desenvolve outros sintomas como:

  • Pontadas no local;
  • Inflamação e inchaço;
  • Fraqueza muscular;
  • Formigamentos;
  • Limitação do movimento;
  • Espasmos musculares;
  • Sensação de queimor.

Em casos mais raros, pode aparecer uma febre local devido ao processo inflamatório sofrido pelas costas.

O que fazer com a rasgadura na costa?

Em caso de suspeita de rasgadura na costa, é interessante que a pessoa já aplique gelo na região para aliviar os sintomas. Além disso, é indicado sempre fazer repouso imediato da região.

No entanto, se a dor não melhorar após essas práticas em um prazo de 2 dias, é preciso procurar uma ajuda especializada, ou seja, ir até um médico ortopedista ou clínico geral.

O diagnóstico costuma se basear nos sintomas apresentados juntamente com exame clínicos, que vão analisar o movimento das costas.

Tratamento rasgadura na costa

tratamento rasgadura na costa

Os tratamentos para rasgadura nas costas dependem diretamente do nível do estiramento. Em casos mais leves, pode ser preciso apenas repouso e uso de remédios.

No geral, o próprio organismo consegue reparar as fibras musculares, no entanto, essas atitudes são muito importantes para acelerar o processo de recuperação.

Já em outros quadros mais graves, pode ser necessário a fisioterapia, e, em último caso, a cirurgia pode ser uma alternativa.

O tempo de recuperação, além de variar de acordo com a origem da lesão, também pode ser menor ou maior a depender do condicionamento físico de quem sofreu a rasgadura.

Medicamentos e repouso

Os tratamentos simples para rasgadura nas costas  podem envolver o uso de remédios. Os anti inflamatórios e analgésicos costumam ser os medicamentos mais indicados pelos médicos. 

Além disso, pode ser preciso o repouso do paciente, ou seja, a interrupção na prática de exercícios físicos, por exemplo.

Fisioterapia

Para a reabilitação de algum membro, a fisioterapia costuma ser um dos protocolos mais comuns, principalmente em casos que somente o repouso não é o suficiente para recuperar a mobilidade da região afetada.

A quantidade de sessões e os tipos de exercícios que serão feitos vão depender da situação do paciente. Outros tratamentos alternativos que podem ser realizados junto com a fisioterapia são as massagens para reduzir a tensão.

Cirurgia

Como sempre, e em última instância, quando a dor não é sanada com nenhum outro método ou a gravidade é muito elevada, pode ser necessário a intervenção cirúrgica no músculo. 

Para atletas de alto rendimento, por exemplo, essa costuma ser a melhor opção, visto que a recuperação é mais rápida.

Como prevenir a rasgadura nas costas?

Para evitar a rasgadura nas costas, é essencial que a pessoa preste atenção nos comportamentos cotidianos para que possa mudá-los. Algumas dicas para isso são, por exemplo:

  • Praticar exercícios físicos com acompanhamento profissional;
  • Fazer alongamento antes e depois das atividades;
  • Manter uma postura correta, principalmente quando está na mesma posição;
  • Se alimentar bem, beber bastante água e manter um peso adequado.

Conclusão

A rasgadura na costa,  considerada uma lesão muscular,  como você pode ver, é um tipo de problema que pode acontecer, somado aos fatores de risco, quando praticamos exercícios sem cuidado, quando levantamos muito peso ou temos uma postura incorreta.

Para tratar esse problema, é essencial procurar uma ajuda especializada que vai orientar o melhor tratamento, o qual pode envolver sessões de fisioterapia. Conheça as especialidades da Núcleo Alma e saiba como nós podemos te ajudar!

Lesões no supraespinhal: entenda o que é, quais são os tipos e os tratamentos disponíveis

A supraespinhal nada mais é do que um dos músculos que se encontra na região superior do ombro e da escápula. Quando essa região é lesionada, é dado o nome de tendinopatia supraespinhal.

A tendinopatia é o termo usado para fazer referência às lesões em tendões que, no caso da supra espinhal, está relacionada à compressão ou impacto do tendão desse músculo. Trata-se de uma fonte comum de dor no ombro que costuma debilitar o corpo.

Para entender mais sobre o supraespinhal e as lesões que esse tendão pode sofrer, preparamos esse artigo no blog. A seguir, vamos te explicar tudo sobre o supraespinhal e a tendinopatia para que você conheça as causas e os principais tratamentos. Boa leitura!

Quer saber mais sobre distensão muscular nas costas? Leia nosso artigo e descubra as principais causas e tratamentos!

O que é e qual a função do supraespinhal?

Para entender melhor os problemas que acontecem na supraespinhal, é essencial entender o que é e qual a função do supraespinhal.

O supraespinhal se caracteriza como um músculo do ombro que se insere nos 3/4 internos da fossa supra-espinhosa e compõe os músculos do manguito rotador, ao lado do dos músculos redondo menor, infra espinhal e subescapular. 

Ele leva esse nome pois se origina na fossa supraespinal escapular. Como todo músculo, ele trabalha juntamente com tendões e ligamentos, por isso, o conhecido tendão supra espinhal – principal parte que sofre lesões – faz parte da estrutura do músculo supraespinhal. 

Os tendões podem ser entendidos como estruturas complexas constituídas de colágenos. 

O tendão do músculo supraespinhal se liga à cabeça do úmero, maior osso do membro superior. 

O tendão supra espinhal tem o papel de ligar o músculo e o osso e, assim, permitir o bom funcionamento do ombro. Ou seja, sua função é permitir sua movimentação e estabilidade dessa região.

Por ser uma das articulações mais móveis de todo o corpo humano, o ombro tem uma grande importância quando pensamos em mobilidade da região superior.

 Ao mesmo tempo, por isso, é também bastante instável, o que faz com que ela esteja constantemente sujeita a lesões.

O que é tendinopatia do supraespinhal?

Agora que já esclarecemos o que é supraespinhal e o papel desse tendão, podemos compreender o que é a tendinopatia do supraespinhal.

A tendinopatia do supraespinhal é o nome dado a todas as lesões em tendões, que pode também ser chamada de tendinite. 

Ela sempre está relacionada à inflamação no tendão atingido. Geralmente, quando há lesão, ainda, ela ocorre na junta do músculo e do osso.

A tendinopatia do supraespinhal pode ser considerada crônica, em casos que não se consegue identificar a origem do problema, que costuma apresentar sintomas de maneira gradual. 

Além disso, também pode ser considerada aguda, no qual a causa da lesão é identificável devido a um fator específico. 

Causas da tendinopatia do supraespinhal

tendinopatia supraespinhal causas

A tendinopatia supra espinhal pode ser provocada por diversos fatores, tanto extrínsecos como intrínsecos.

No primeiro caso, que está relacionado a uma hipótese mecânica, ela costuma estar relacionada à prática constante de esforços repetitivos, envolvendo atrito e compressão. 

Quanto aos fatores intrínsecos, também conhecidos como hipótese vascular, ela diz respeito à existência de deficiência na distribuição sanguínea ao tendão, por exemplo, o que faz com que a região seja enfraquecida mas sujeita a rompimentos.

Considerando isso, podemos listar como principais fatores para a tendinopatia do supraespinhal:

  • Quedas e acidentes: costuma ser mais comuns em pessoas idosas, principalmente em atividades domésticas diárias, causando assim a tendinite supraespinhal;
  • Avanço da idade: o processo de envelhecimento também ajuda no desgaste da região, afinal, é natural perder massa muscular, água e colágeno, o que deixa o corpo mais frágil
  • Artrite reumatoide: doença inflamatória que pode afetar o ombro, especialmente o tendão supraespinhal;
  • Excesso de peso: essa prática pode sobrecarregar o ombro, sobretudo quando acontece em apenas um lado;
  • Movimentos repetitivos: seja no esportes que usam membros superiores, como  beisebol, voleibol, natação e tênis, ou em atividades laborais, o uso excessivo de membros superiores sem descanso pode gerar esse quadro;
  • Prática errada de exercícios: o excesso de prática esportiva combinada com a prática inadequada de exercícios também pode favorecer a lesão na região;
  • Esporão ósseo: o aparecimento de saliências na extremidade do acrômio podem causar atrito com o tendão;
  • Fatores antecedentes: pessoas que já tiveram tendinopatia da supraespinhal estão mais suscetíveis a apresentar novamente esse problema depois da recuperação caso ainda usem muito o membro.

Em suma: qualquer movimento com o braço elevado, se executado com bastante regularidade, pode contribuir para o surgimento da síndrome, principalmente se a região já tiver mais propensão ao desgaste. 

Tipos de lesões supra espinhal

As lesões da supra espinhal podem se manifestar de duas principais formas: parcialmente ou de maneira completa. Entenda como cada tipo de lesão funciona. 

Lesão parcial

Como o nome sugere, a lesão parcial diz respeito a lesões nas quais apenas parte das suas fibras são afetadas, ou seja, o músculo não se rompe totalmente.

Essas lesões podem variar em relação a sua extensão, no entanto, costumam ser menos graves.

Lesão completa

Por outro lado, a lesão completa da supraespinhal acontece quando todas as fibras do tendão se separam por completo. De maneira geral, ela costuma ser mais intensa e mais debilitante que a lesão parcial.

Quando essa patologia não é tratada, costuma progredir para atrofia muscular e pode provocar a perda de mobilidade do ombro.

Principais sintomas de uma lesão no supraespinhal

Os sintomas de uma lesão no supraespinhal dependem da gravidade do problema, principalmente considerando se a lesão foi parcial ou completa. No entanto, os principais sintomas associadas a ela são:

  • Dor no ombro, que costuma ser sentida  região superior e posterior do ombro;
  • Irradiação da dor do ombro para o braço e para o pescoço;
  • Dor mais intensa quando são feitos os movimentos com o ombro;
  • Dor mais intensa na região no período noturno ou ao dormir em cima do lado afetado;
  • Dificuldade de realizar força em toda a região afetada do ombro;
  • Dificuldade de fazer movimentos simples como colocar os braços para trás das costas, elevar acima da linha da cabeça ou pentear os cabelos.

Exames para diagnóstico de dores no supraespinhal

tendinopatia supraespinhal diagnóstico

Se o paciente não procurar um médico ortopedista, os sintomas podem se intensificar bem com a doença evoluir, comprometendo mais locais. Considerando isso, é essencial que seja feito um diagnóstico para identificar a lesão na supraespinhal.

O diagnóstico do médico vai envolver a avaliação do histórico do paciente, fatores de melhora ou piora da dor e, claro, exames clínicos.

São feitos, ainda, exames de imagem, como ultrassonografia do ombro, raio-x, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Alguns dos testes que também são utilizados na investigação da problema são:

  • Teste para tendinite do supraespinhal;
  • Teste de Hawkins-Kennedy;
  • Teste de Neer;
  • Teste de Apley.

Teste para tendinite do supraespinhal

O primeiro teste básico para identificar um caso de tendinite do supraespinhal leva o primeiro nome da doença. Ela consiste na avaliação clínica feita com o paciente sentado. 

Para isso, o médico vai pedir para que o paciente abra lateralmente o braço atingindo cerca de 90 graus. Com isso, o músculo supraespinhal vai ser tensionado, o que vai provocar dor, caso ele tenha, de fato, tendinopatia do supraespinhal.

Teste de Hawkins-Kennedy

Outro teste também usado para esse diagnóstico é o teste de Hawkins-Kennedy. Nesse caso, o paciente vai precisar se posicionar de pé. O médico irá pedir para que o paciente flexione o ombro para frente a cerca de 90 graus. 

Em seguida, deverá tentar rotacionar o ombro, o que vai fazer com que o tendão supraespinhal seja empurrado contra o ligamento do acrômio. Dessa forma, se o paciente sentir dor, há uma grande chance de ser uma tendinopatia do supraespinhal.

Teste de Neer

O teste de Neer também é feito em pé, no qual será preciso que o paciente estenda o braço e o médico rotacione o braço no sentido interno. 

Tal movimento vai provocar certo choque do tendão contra o acrômio. De forma igual aos outros testes, caso o paciente tenha tendinopatia, ele vai alegar sintomas de dor. 

Teste de Apley

Por fim, o teste de Apley também serve para identificar esse problema. Com o paciente sentado, será pedido para que ele posicione a mão, a do mesmo lado afetado, atrás da cabeça e encostá-la na parte superior da escápula. 

Após isso, será pedido para que a mesma mão atinja a parte inferior da escápula. Em caso de dor, o paciente tem grandes chances de estar sofrendo com lesão da supraespinhal.

Tratamento para lesão supraespinhal

lesão supraespinhal tratamento

Após o diagnóstico, então, o tratamento pode ser definido pelo médico. Há vários caminhos que o profissional pode orientar para que a lesão da supraespinhal seja resolvida. Entre elas, podemos citar tratamentos conservadores, terapias alternativas, cirurgia e fisioterapia.

Tratamento conservador

O tratamento conservador nada mais é do que os tratamentos mais simples, adequado para quadros mais leves ou no início. Para esses casos, costumam ser receitados alguns medicamentos, como anti-inflamatórios e analgésicos.

Ao mesmo tempo, é comum que para esses casos, seja orientado o repouso. É através dele que será possível conseguir a cicatrização do tendão afetado e impedir o aumento da lesão.

Terapias alternativas

As terapias alternativas, por sua vez, são tratamentos como a acupuntura, o agulhamento seco, as massagens e as terapias por ondas de choque. 

A acupuntura, o agulhamento e as massagens colaboram com a inativação dos pontos gatilhos e relaxamento muscular, além de reduzirem o tratamento da dor miofascial que pode vir associada a essa lesão.

Já a terapia por ondas de choque serve em casos refratários, oferecendo uma boa resposta da dor e amplitude de movimento. Essa terapia induz alterações estruturais e neuroquímicas para garantir a cicatrização da região.

Todas elas vão ajudar no tratamento da dor do paciente. No entanto, precisam estar associadas a outros tratamentos, como uso de remédios ou como a fisioterapia

Fisioterapia

A fisioterapia costuma ser uma prática indicada para os mais diferentes tipos de recuperação de lesões. O objetivo dessas sessões é provocar alívio dos sintomas ao mesmo tempo que restabelece a função normal do complexo articular do ombro.

Além disso, ao auxiliar o fortalecimento do músculo supraespinhal e dos demais músculos do manguito rotador, a região fica mais fortalecida e assim, sofre com menos sobrecarga no tendão.

Cirurgia

Por fim, em casos que os demais tratamentos não apresentam efeitos significativos após 6 meses ou até mesmo quando a situação é grave e houve lesão completa do tendão, pode ser indicado o tratamento cirúrgico como forma de resolução.

Para isso, costuma ser feita a artroscopia, uma cirurgia que consiste na inserção de duas estruturas na articulação do ombro, equipadas com câmeras. 

Neste procedimento, é feito o reparo do tendão ou a reorganização do posicionamento do acrômio, que vai evitar os atritos do tendão.

Conclusão

Ao longo do texto, a gente pode te mostrar o que é o supra espinhal, quais são as lesões que ele pode sofrer e quais são as melhores formas de tratar esse problema. 

Por ser uma região muito usada e com grande rotação, o ombro é bastante suscetível a lesões, podendo ser provocadas tanto por questões externas, como acidentes e esportes que usam membros superiores, como por fatores naturais, como o envelhecimento.

Para cada causa, há um tratamento diferente. No entanto, eles costumam envolver repouso, uso de remédios, acupuntura, fisioterapia e, em último caso, cirurgias. 

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O que fazer para aliviar a dor no ombro? Confira 5 dicas especiais para te ajudar!

A dor no ombro pode ser um problema em nossa vida mais comum do que a gente imagina Os ombros são regiões propensas a lesões, distensões e entorses, principalmente quando a gente não tem cuidado. 

No entanto, a dor pode ter outras origens. Há diversos fatores e doenças que podem provocar essas dores nessa região: elas podem indicar desde uma artrite como até uma má postura.

Se você sofre com dores no ombro e se pergunta constantemente o que fazer para aliviar a dor no ombro, saiba que a resposta está mais perto do que você imagina.

Ao longo desse artigo vamos falar sobre essas dores: quais são as principais causas, como procurar um diagnóstico correto e claro, te mostrar o que fazer para aliviar a dor no ombro. Acompanhe nosso conteúdo e tenha uma boa leitura!

No Núcleo Alma você encontra diferentes especialidades que podem te auxiliar no cuidado com a sua saúde. Conheça os nossos serviços! 

O que é a dor no ombro?

O ombro é uma articulação que permite a ligação entre três ossos diferentes – a escápula, o úmero e a clavícula –  e tem maior arco de movimento.

A dor no ombro nada mais é do que uma sensação dolorosa nesta região. No entanto, as características das dores no ombro sempre variam de acordo com a causa do problema, podendo ser sentidas de diferentes formas.

No geral, essa dor se caracteriza por uma inflamação temporária das estruturas do ombro. A dor ainda pode ser se tanto constante como apenas ser sentida após algum  movimento. Além disso, a dor pode também ser temporária ou contínua.

O que pode causar dor no ombro?

causas dor no ombro

Tão importante quanto saber o que fazer para aliviar a dor no ombro é saber exatamente quais as suas causas. Afinal, é a partir delas que será possível saber qual é o melhor tratamento.

A  dor no ombro pode ser causada tanto por causas traumáticas como por causas não traumáticas. Entre os fatores mais comuns para o aparecimento desse sintoma, podemos destacar: 

  • Artrite do ombro;
  • Bursite do ombro;
  • Tendinite do ombro;
  • Má postura constante;
  • Capsulite adesiva;
  • Tensão muscular;
  • Fratura ou acidentes.

A seguir, vamos falar como funciona cada um deles.

Artrite de ombro 

A artrite de ombro nada mais é do que uma inflamação a partir do desgaste da cartilagem da articulação do ombro.Ela é uma das principais causas de dores nas articulações.

Embora seja mais comum na faixa etária mais velha, o que faz disso a possibilidade da artrite aparecer naturalmente com a idade, a artrite também pode provocar dor no ombro em pessoas mais jovens.

Essa doença também pode ser causada pelo excesso de peso corporal, uso excessivo do ombro e até mesmo pode estar associada ao traumatismo direto ou indireto do ombro. 

Bursite do ombro

A bursite do ombro também é um fator que provoca dores tipicamente nesse local. Isso acontece pois a bursite é um tipo de inflamação que ocorre no tecido chamado bursa sinovial.

A bursa sinovial é um tecido que possui bolsas cheias de líquido sinovial e se encontra no interior da articulação do ombro. Ela é uma estrutura parecida com uma almofada e seu objetivo é proteger os tendões e os músculos dos ossos durante o movimento do ombro.

O envelhecimento e a prática de atividades repetitivas com o braço são dois fatores que podem gerar um quadro de bursite.

Tendinite do ombro

O terceiro “ite” que gera dor no ombro é a tendinite. De forma parecida com a bursite, essa patologia  provoca uma inflamação dos tendões do ombro no lugar da bursa sinovial. Em alguns casos, essas duas doenças podem estar associadas.

Essa doença é a mais famosa por ser um problema que aparece em pessoas que praticam muitos esforços repetitivos. Esse problema tende  a piorar à noite devido ao estiramento dos músculos ao dormir.

Má postura constante

Outro fator que gera dores no ombro é o costume de ficar em uma postura incorreta.  A má postura ao andar, sentar, dirigir e até mesmo a forma como dormimos interferem nesse quadro, principalmente quando isso acontece cotidianamente.

Por exemplo, passar horas sentado na frente do computador estudando ou trabalhando sem movimentar a cabeça nem fazer qualquer tipo de alongamento pode provocar naturalmente com o tempo dores no ombro e também no pescoço..

A maioria das pessoas só vai começar a sentir dores quando o problema já se agravou, o que já é um sinal de que é preciso buscar ajuda. 

Capsulite adesiva

A capsulite adesiva, mais conhecida como síndrome do ombro congelado, trata-se de uma inflamação crônica da cápsula articular do ombro.

Essa capsulite leva o nome do ombro congelado justamente por dificultar muito o movimento da articulação e, ao mesmo tempo, causar dor no local.

Ela costuma ser uma doença associada a problemas anteriores no local, sendo mais comum também em mulheres com mais de 40 anos.

Tensão muscular

No geral, a tensão muscular também pode ter como consequência a dor nos ombros. Ela consiste em uma fadiga exacerbada dos músculos. Esse cansaço vai gerar um ocasionam enrijecimento. 

 A tensão acaba promovendo uma sensação muito grande de peso na região, principalmente do pescoço, ombros e costas. Esse problema costuma estar relacionado a fatores como estresse e quadros de preocupações psicológicas.

Fraturas do ombro

Por fim, a dor no ombro também pode ter origens acidentais. Eventos traumáticos durantes esportes ou acidentes de carro ou até mesmo do cotidiano podem também gerar fraturas no ombro que, por sua vez, vão causar dores nesse local. 

O acidente mais comum é o surgimento de fraturas na clavícula ou no úmero. A dor costuma já ser sentida na hora do impacto.

Sintomas da dor no ombro

A dor no ombro varia sua intensidade a depender da causa. Ela pode irradiar por todo o braço e chegar até a mão, por exemplo. A dor no ombro também costuma vir associada com outros sintomas como

  • Rigidez do ombro;
  • Inchaço ou edema (acúmulo de líquido);
  • Dificuldade de mobilidade do ombro;
  • Função reduzida de toda a região próxima;
  • Sensação de clique ou estalo no local.

Exames para diagnóstico da dor no ombro

Como você viu mais acima, as causas para as dores no ombro podem ter diversas origens. Por isso, para saber o que fazer para aliviar a dor no ombro é preciso, antes de tudo, realizar um diagnóstico como um profissional especializado.

Para isso, é preciso fazer uma consulta com um médico, que vai orientar os exames mais indicados para identificar o problema.

Exame clínico

Os exames clínicos podem ser usados para diagnosticar uma dor no ombro. Nesse caso, o médico ortopedista avalia todas as estruturas associadas ao ombro e as características da dor: intensidade, local mais específico, frequência e possível estímulo.

O profissional de saúde também deve observar se há qualquer limitação de movimento, como a dificuldade do paciente em esticar o braço ou levantá-lo acima da cabeça.

Exames imagiológicos

diagnóstico dor no ombro

Os exames de imagem são também indicados para avaliar bem o problema. Entre eles, os mais comuns são o raio-x, a ultrassonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

O que fazer para aliviar a dor no ombro? Confira 5 dicas para te ajudar!

Agora que a gente já mostrou as causas, os sintomas e as formas de diagnosticar, está na hora de responder, finalmente, a pergunta: o que fazer para aliviar a dor no ombro? 

A seguir, vamos falar sobre 5 formas de reduzir a dor no ombro que funcionam a depender de qual for a causa.

1. Utilize medicações

A primeira forma de aliviar a dor no ombro é por meio do uso de remédios, como os analgésicos, relaxantes musculares e anti-inflamatórios. No geral, os remédios mais comuns para amenizar esse tipo de dor são dipirona, novalgina, tylenol e paracetamol.

O uso, no entanto, deve ser bem regulado e atento às restrições da bula, principalmente quando não se sabe qual é o diagnóstico. 

Os efeitos da medicação inadequada podem agravar o quadro além de riscos à saúde em geral, por isso, o mais indicado é sempre procurar um médico.

2. Faça compressa para dor no ombro

Outra prática que ajuda a aliviar dor no ombro são as compressas quentes. Elas costumam ser usadas para esse fim devido ao fato de aumentarem a circulação sanguínea, o que consegue provocar um relaxamento da região lesionada. 

O uso de compressas quentes pode ser feito a partir de bolsas próprias ou até mesmo com panos quentes.

As compressas frias, por sua vez, costumam ser mais indicadas para diminuir o inchaço e a inflamação no local. Esse tipo de compressa pode ser feita com o uso de bolsas ou com aplicação de gelo. 

É essencial que o gelo sempre esteja envolvido com algum tipo de proteção como algum tecido para evitar a queimadura da pele. A aplicação deve ser feita por no máximo 20 minutos por vez. O interessante é seguir com esse costume até a redução das dores.

3. Fique em repouso

A terceira dica para aliviar a dor no ombro é o descanso do corpo, principalmente na região superior dele, onde o ombro está localizado.

 Isso é extremamente importante em casos em que a causa da dor foi gerada por  pelo levantamento de peso, exercícios físicos de grande esforço ou após realizar o mesmo movimento muitas vezes.

Para esses casos, o ideal é descansar a articulação e observar se há melhora com o repouso. 

4. Prática de alongamentos

Os alongamentos também podem ajudar no alívio da dor no ombro para alguns casos. Os exercícios de alongamento que envolvem o pescoço relaxam os músculos tensionados, o que vai ajudar a  reduzir a dor. 

Como efeito disso, é possível aliviar as dores musculares nos ombros. Os alongamentos nunca devem trazer incômodo, pois o objetivo é somente provocar a sensação de que os músculos estão sendo puxados. 

O mais indicado é fazer alongamentos simples caso não tenha acompanhamento profissional.

5. Mude seus hábitos

Dores no ombro, principalmente aquelas associadas a má postura, podem ser reduzidas com as mudanças de hábitos. Isso diz respeito à forma como andamos, sentamos, dirigimos e dormimos.

É importante ter mais atenção quanto a postura que ficamos quando estamos muito tempo em uma posição, pois ela deve ser ereta. Além dos alongamentos que já falamos, é interessante se movimentar após um tempo. 

Quanto a dormir, por exemplo, é interessante sempre fazer isso de lado e escolher modelos de travesseiros mais macios que sejam da altura dos ombros. 

Tratamento para dor no ombro

tratamento para dor no ombro

Apesar das dicas que trouxemos aqui, a melhor forma de aliviar a dor no ombro é procurando ajuda especializada. Tratamentos médicos podem envolver, por exemplo, sessões de terapia para dar maior fortalecimento muscular e flexibilidade na região afetada. 

Além disso, a fisioterapia é uma excelente opção para evitar o surgimento de doenças associadas a dores no ombro.

Na Núcleo Alma você encontra diferentes especialidades que podem te auxiliar no cuidado com a sua saúde. Conheça todos os nossos serviços! 

Conclusão

Caso você esteja com dores nessa região, agora você já sabe o que fazer para aliviar a dor no ombro. É essencial procurar um diagnóstico para saber exatamente qual é seu problema e, assim, ter o melhor tratamento possível!

O que causa a luxação de patela e quais são as principais formas de tratar esse problema!

Já aconteceu de você se levantar, mesmo sem nenhuma pancada, apenas pisar um pouco de mau jeito e, em seguida, sentir dor? Pode ser que você tenha sofrido uma luxação de patela e não saiba.

É comum que pessoas luxem a patela, mesmo que não sejam atletas. Em alguns casos, é possível enxergar a patela do “lado de fora” do joelho, em outras isso não é tão visível. 

Se você tem dúvidas sobre luxação de patela e quer entender mais como funciona esse problema no osso, está no artigo ideal.

Aqui não só vamos explicar o que é a instabilidade patelar como também vamos esclarecer os fatores de riscos, diagnóstico e falar sobre os principais tratamento para esse problema. Boa leitura!

Quer saber mais sobre luxação de ombro e o que fazer? Leia nosso artigo sobre isso!

O que é luxação de patela ou instabilidade patelar?

Em primeiro lugar, é essencial entender o que é a patela. Ela nada mais é do que osso que fica bem na frente do joelho, sendo anteriormente chamada de rótula. Ela está presa acima no tendão do quadríceps e abaixo no tendão patelar.

 A luxação da patela se configura como o processo de deslocamento desse osso do seu local natural. Essa saída do lugar pode acontecer tanto de forma parcial como de maneira completa, situação em que fica mais visível e costuma ser mais intensa.

No geral, a patela se desloca em função de uma força de contração do quadríceps associada a um movimento de flexão e rotação do joelho. 

A instabilidade patelar, muitas vezes usada como sinônimo de luxação da patela, também pode se referir à sensação de que a patela vai sair do lugar a qualquer momento, sendo comum em pessoas que já sofreram com esse deslocamento antes.

Fatores de risco da luxação de patela

fatores de risco luxação patela

Embora qualquer pessoa possa sofrer uma luxação de patela, inclusive no dia dia, existem pessoas que têm mais chances para desenvolver esse problema. 

Os principais fatores de risco para esse quadro são a prática de esportes de alto impacto e condições de saúde anteriores. 

Prática de esportes com alto impacto

A causa mais comum para a luxação da patela é a prática de esportes com alto impacto, como é o caso do futebol e do basquete, além de serem atividades de contato físico.

Isso se dá pelo fato desses esportes exigirem muitos movimentos rotacionais dos joelhos, o que pode gerar acidentes e movimentos rápidos de torção do joelho.

Condições de saúde

Por outro lado, além de traumas, existem  algumas condições de saúde que podem aumentar a predisposição para a luxação da patela. Algumas anatômicas favoráveis a essa luxação costumam ser:

  • Patela alta;
  • Joelhos valgos;
  • Hiperfrouxidão e displasia patelar;
  • Aumento da inclinação patelar por tensão lateral;
  • Sulco da tróclea raso.

Além disso, pessoas com doenças como síndrome de Down e síndrome de Ehlers-Danlos, por exemplo, têm mais chance de adquirir esse problema devido à frouxidão do tecido conjuntivo que está associada a essas patologias. 

Na Núcleo Alma você encontra diferentes especialidades que podem te auxiliar no cuidado com a sua saúde. Conheça os nossos serviços! 

Tipos de luxação de patela

Há dois tipos de luxação de patela conhecidas: a luxação traumática da patela e a instabilidade patelar crônica. Eles são classificados de acordo com a origem que provocou o quadro.

Luxação traumática da patela

A luxação traumática da patela decorre, como o nome mesmo sugere, de um trauma agudo no joelho. Dessa forma, ela se caracteriza pela patela totalmente empurrada para fora do sulco troclear. 

Instabilidade patelar crônica

O segundo tipo de luxação de patela é a instabilidade patelar crônica, que caracteriza os quadros de luxação devido a condições de saúde. Ou seja, são fatores anatômicos que provocam o deslocamento da patela durante práticas comuns do cotidiano.

Quais os sintomas da luxação patelar?

Os sintomas de luxação patelar vão variar de acordo com o nível da instabilidade da patela. No entanto, geralmente costumam ser:

  • Dor e inchaço;
  • Vermelhidão;
  • Inflamação;
  • Rigidez;
  • Aspecto de osso fora do lugar.

Como saber se estou com lesão no joelho?

Em alguns pacientes, a patela sai do lugar e permanece deslocada no lado de fora do joelho.  Nesses casos, não restam muitas dúvidas que a patela sofreu luxação.

Em outros, ela pode retornar naturalmente ao local original ou, ainda, não ser visível aos olhos nu. Por isso, você pode se perguntar: como saber se estou com lesão no joelho?

Caso não seja perceptível, sintomas como dor intensa e dificuldade de mobilidade do joelho são os principais sinais de que pode ter algo de errado nesse local. A partir disso, é preciso procurar um especialista para realizar um diagnóstico preciso.

Diagnóstico da luxação de patela ou instabilidade patelar

O diagnóstico da luxação patelar é feito em um médico especializado, como um ortopedista. Ele vai fazer uma avaliação médica e, em seguida, pedir exames físicos e exames de imagem.  

O principal exame usado para esse diagnóstico é a ressonância magnética, além de radiografias e tomografia computadorizada. 

Os exames são essenciais para avaliar problemas associados e possíveis variações anatômicas que podem influenciar o tratamento. Somente após eles, então, o médico pode identificar o quadro exato e recomendar sobre o que fazer.

Quais os tratamentos para luxação patelar?

principais tratamentos luxação patelar

Após a identificação de que o paciente, de fato, está com uma luxação patelar, é preciso que o médico faça a orientação para o melhor tipo de tratamento. 

Cada caso será diferente, no entanto, as principais soluções costumam ser o uso de remédios e de imobilizadores, a prática de fisioterapia e ou um tratamento cirúrgico. 

Uso de medicações e imobilizadores

Na fase inicial, o tratamento costuma envolver uso de gelo e medicamentos anti-inflamatórios para aliviar a dor. Além disso, também pode ser indicado o uso de imobilizadores, podendo ser utilizadas algumas joelheiras para proteger a região.

Fisioterapia

Após os tratamentos citados acima, é comum que seja indicado a realização de sessões de fisioterapia. O objetivo é promover maior ganho de força muscular na região, no qual os exercícios vão ajudar a aumentar a estabilidade patelar. 

Cirurgia

Caso os tratamentos conservadores não funcionem, em quadros mais graves ou em situações de reincidência, pode ser necessário o tratamento cirúrgico da luxação patelar.

A cirurgia costuma ser indicada quando há luxações recorrentes, lesões de cartilagem ou dificuldade contínua em atividades básicas. A técnica cirúrgica mais aplicada é a reconstrução do ligamento femuro-patelar medial.

Conclusão

Se você tinha dúvidas sobre a luxação de patela, agora deve estar entendendo bem mais sobre esse problema.

Embora seja comum em pessoas que praticam esportes de alto impacto ou com tendências anatômicas, todas as pessoas podem sofrer com instabilidade patelar. Para ter o melhor tratamento, é importantíssimo fazer o diagnóstico com um médico especialista. 

Muitas soluções são utilizadas para resolver a luxação e uma das mais comuns é a fisioterapia. Na Núcleo Alma você encontra diferentes especialidades que podem te auxiliar no cuidado com a sua saúde. Conheça os nossos serviços! 

O que é dor nas articulações, quais as causas e quais são as melhores formas de tratar esse problema?

Você já sentiu alguma dor nas articulações enquanto caminhava ou subia as escadas de casa? Também chamada de dor nas juntas, as dores nas articulações podem atingir todas as pessoas, sejam elas novas ou com idade mais avançada, tanto homens como mulheres. 

As dores nas articulações podem ser provocadas pelas mais diversas causas, entre elas, podemos destacar fatores como artrite, tendinite e bursite, por exemplo.

Para entender mais sobre o que é dor nas articulações e quais são os principais fatores que a provocam, bem como os principais tratamentos, produzimos esse artigo para tirar as principais dúvidas sobre o tema. Acompanhe nosso conteúdo!

Leia também sobre RPG: Como fazer Reeducação Postural Global e quais são os principais exercícios!

O que é uma dor nas articulações?

Como o próprio nome sugere, dor nas articulações é uma sensação de desconforto e incômodo que pode ser sentida em uma ou mais articulações do corpo, sendo essas últimas chamadas de dores poliarticulares.

As articulações são as zonas do esqueleto que permitem o movimento das peças ósseas entre. As dores nessas regiões costumam envolver diversas estruturas complexas, como cartilagem, o revestimento articular, o ligamento e os ossos do corpo. 

As regiões que provocam dores com mais frequência são articulações móveis, ou seja,  o ombro, a anca, o joelho, o tornozelo, o punho e as articulações dos dedos.

A depender do grau da dor, ela pode causar, juntamente com esse sintoma, o desconforto ao andar e até mesmo em repouso, a limitação de movimento e, por fim, uma sensação de ardência na articulação.

Principais causas e tratamentos da dor na articulação

Agora que você já sabe o que é dor nas articulações, é importante entender também quais são os principais fatores que podem resultar nesse quadro e, junto com eles, quais são as melhores formas de tratar o problema. 

A dor na articulação costuma ser o sintoma de alguma doença. Entre elas, podemos citar algumas, como:

  • Artrite;
  • Gota;
  • Torção de joelho;
  • Tendinite;
  • Epicondilite;
  • Bursite.

A seguir, vamos falar mais sobre esses problemas e como é possível realizar o tratamento de cada um deles.

Artrite

dor nas articulações artrite

Entre uma das principais causas das dores nas articulações está a artrite. Ela se caracteriza por um processo inflamatório em regiões como o joelho e o cotovelo.

A artrite mais comum é a artrite reumatoide, sendo considerada uma doença crônica e autoimune. Dessa forma, ela costuma aparecer devido ao próprio sistema imunológico da pessoa, que passa a atacar algumas partes do seu corpo. 

Já a osteoartrite envolve o crescimento dos osteófitos, que levam o nome de “bico de papagaio” quando aparecem na coluna e a degeneração da cartilagem de uma articulação.

Como tratar a artrite

As principais formas de tratar um problema como artrite é por meio de sessões de fisioterapia e uso de medicamentos para reduzir as dores. Em casos mais graves, no entanto, pode ser preciso fazer um procedimento cirúrgico.

Para saber qual é o tratamento ideal, é preciso consultar um ortopedista, que irá fazer exames específicos para identificar o tipo de artrite.

Gota

O segundo tipo de doença que pode provocar dores nas articulações é a gota. Ela aparece devido ao excesso de ácido úrico no sangue, que, por sua vez, vai se cristalizar nas articulações.

O acúmulo destes cristais vai gerar o sintoma de dor, além de inchaço e vermelhidão local. É comum que esse ácido fique concentrado, sobretudo na região do dedão do pé. Devido a isso, quem sofre com gota pode sentir muita dor ao caminhar.

Como tratar a gota

Assim como qualquer tratamento, é essencial que a pessoa vá até um reumatologista ou clínico geral para buscar a melhor alternativa.

Entre as principais soluções, costumam ser recomendados remédios para diminuir os níveis de ácido úrico no sangue e favorecer a sua eliminação na urina que, por consequência, vão aliviar as dores nas articulações

Torção de joelho

A torção ou entorse no joelho também provoca dores nas articulações. Ela se caracteriza pelo alongamento excessivo dos ligamentos dessa região, por meio de força aplicada sobre a articulação. Essa força, por sua vez, vai gerar uma torção súbita do joelho.

Esse problema é comum durante a prática de atividades físicas, mas também pode ser provocado por ações comuns do cotidiano. 

A entorse pode ter três graus, no qual o primeiro é o mais leve, possível de se cicatrizar naturalmente, e o terceiro é o mais pesado, no qual o ligamento é rompido completamente.

Como tratar torções de joelho

O melhor tratamento para torções no joelho vai depender do grau do problema do paciente, que precisa ser avaliado por um ortopedista

Entre as recomendações, é comum que o processo de recuperação demande a pausa em atividades de esforço, a imobilização do joelho e sessões de fisioterapia. Em casos mais graves, também pode ser preciso a realização de cirurgia. 

Tendinite

A tendinite é uma inflamação diretamente relacionada com os tendões do corpo que também podem provocar dores nas articulações, visto que os tendões estão muito próximos delas.

Além disso, é comum que essa doença provoque dificuldade de movimentar o membro afetado, bem como inchaço e vermelhidão local. 

Os principais fatores que provocam a tendinite são a realização de movimentos repetitivos, além da falta de alongamento e má postura corporal.

Como tratar tendinite

dor nas articulações tendinite

O tratamento da tendinite e da dor na articulação provocada por ela, mais uma vez, vai depender da região afetada e do nível identificado pelo médico. 

Para casos mais leves, eles podem ser resolvidos com tratamentos caseiros e o uso de remédios. Já em outros casos podem ser necessárias a imobilização do local, sessões de fisioterapia ou, em situações extremas, a necessidade de um procedimento cirúrgico.

Epicondilite

Outra doença que tem como efeito as dores nas articulações é a epicondilite. Ela nada mais é do que a inflamação dos músculos extensores do punho, podendo ser sentida no cotovelo e no antebraço. 

A epicondilite é um tipo de tendinite que provoca uma alteração dos tendões que ficam na parte de fora do cotovelo, na região do epicôndilo.

Assim como a tendinite, pode ser uma lesão devido aos esforços repetitivos. Costuma piorar quando se faz esforços na região, como é o caso de pentear o cabelo ou abrir a porta.  

Como tratar epicondilite

O tratamento para epicondilite costuma envolver o uso de remédios anti-inflamatórios, gelo, repouso contínuo, prática de fisioterapia. 

Em alguns casos, os tratamentos médicos podem não ser suficientes. Para essas  situações, pode ser necessário o recurso do procedimento cirúrgico. Tudo vai depender da avaliação e exame médico sobre o paciente.

Bursite

Por fim, a bursite também é uma doença responsável por provocar dores nas articulações. Ela é um tipo de inflamação que se dá em tecido chamado bursa sinovial, bolsas cheias de líquido sinovial, o qual se encontra no interior da articulação do ombro. 

Ela geralmente afeta áreas como o quadril, os joelhos, os pés e os cotovelos. Entre as principais causas, está o envelhecimento e o uso repetitivo de determinadas articulações.

Como tratar a bursite

Há várias formas de tratar a bursite e eliminar as dores nas articulações, no entanto, elas sempre devem seguir as medidas sugeridas por médicos especialistas.

Entre essas maneiras, podemos citar o repouso do corpo, aplicação de gelo no local da inflamação, o uso de remédios anti-inflamatórios e as sessões de fisioterapia. Quando a bursa não melhora de nenhuma maneira, será preciso recorrer a cirurgia.

Conclusão

Ao terminar esse texto, você já deve saber muito melhor o que é dor nas articulações e quais são as principais doenças que podem levar a esse sintoma. Muitas delas, inclusive, costumam ser provocadas pela repetição de movimentos constantes. 
As formas de tratar dores nas articulações são diversas e várias delas envolvem sessões de fisioterapia.

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Descubra os 5 principais benefícios do alongamento muscular e conheça os principais exercícios

Para quem busca mais qualidade de vida, o alongamento muscular é um excelente aliado para começar essa jornada. Prática fundamental para o corpo, os alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular.

Mas, então, como se alongar? Há quem pense que apenas se deve fazer o alongamento dos braços e das pernas, mas, na verdade, existem exercícios para alongar as mais diversas partes do corpo.

Se você tem curiosidade em saber mais sobre os benefícios do alongamento muscular, quando se deve realizá-lo e como você pode fazer, a gente te ajuda nesse artigo. Acompanhe nosso conteúdo!

Veja também os 8 benefícios da acupuntura e como ela pode te ajudar no seu cotidiano!

Quais os benefícios do alongamento?

Já que falamos que o alongamento muscular tem uma grande importância para aumentar a qualidade de vida, precisamos explicar o porquê. Entre as principais vantagens do alongamento, podemos citar;

  • Alívio da tensão muscular;
  • Melhora da postura corporal;
  • Prevenção de lesões;
  • Ativação da circulação;
  • Aumenta a flexibilidade.

A seguir, vamos falar mais sobre esses benefícios.

Alívio da tensão muscular

O alongamento corporal é importante, em primeiro lugar, pois ele oferece o relaxamento do corpo e, por consequência, o alívio da tensão muscular.

Sempre que você se alonga, você diminui o estresse corporal que pode sentir nas costas, pescoços e em outras partes. Isso é execelente também para aliviar dores e desconforto do treino em determinados grupos musculares.

Ao se machucar, os músculos ao redor do local da lesão se contraem como uma resposta de prevenção. Dessa forma, quando alongamos o local, as dores reduzem.

Melhora da postura corporal

O segundo benefício do alongamento muscular é a melhora da postura (e prevenção). Isso porque músculos tensos tendem a deixar um corpo em uma postura errada.

Quando os músculos do tórax, das costas (inferior e superior) e dos quadris estão tensos, eles podem provocar uma má postura. 

Esse problema é comum para pessoas que trabalham em uma mesma posição sentada durante o dia inteiro. Com o alongamento do peitoral, o trapézio superior e dos músculos isquiotibiais, por exemplo, ganha-se uma melhora na postura.

Prevenção de lesões

Entre os benefícios do alongamento, também temos a prevenção de lesões. Isso porque o alongamento permite que o seu músculo consiga se mover em uma maior amplitude, o que vai fazer com ele não seja lesionado.

Caso você esticar um músculo demais, ele tende a tensionar ou a romper. Com o alongamento, isso tem menos chances de acontecer. 

Essa prevenção de lesões é ideal antes da atividade física, pois ajuda a aquecer os músculos e reduzir as tensões que podem lesionar alguma parte do corpo. Além disso, o alongamento pré-treino reduz as dores musculares após o exercício físico.

Ativação da circulação

A ativação da circulação sanguínea também é uma das vantagens de fazer alongamentos.

Isso se dá pois essa prática aumenta o fluxo sanguíneo nos músculos. 

Um aumento da circulação é importante para ajudar em recuperação após lesões musculares bem como durante a prática de atividade repetitivas, evitando problemas futuros.

Aumenta a flexibilidade

Por fim, entre os benefícios do alongamento muscular, temos também o aumento da flexibilidade do corpo. O alongamento permite que os movimentos sejam mais soltos e leves, ao mesmo tempo que melhora a aptidão física.

Esse processo é extremamente importante, principalmente, durante o processo de envelhecimento.

Com a idade, nossas articulações vão reduzindo a amplitude de movimento. Dessa forma, o alongamento pode ajudar a melhorar, apesar das limitações naturais.

Quando se alongar?

Com tantos benefícios do alongamento, você pode estar se perguntando: mas quando devemos nos alongar?

Antes do treino

quando se alongar

Durante o alongamento, ocorre o estiramento das fibras musculares, que têm seu comprimento e sua flexibilidade aumentados. Por essa razão, o alongamento é indicado para ser feito tanto de um treino.

Em menor escala, os alongamentos musculares reproduzem os movimentos dos exercícios regulares que você irá fazer durante o exercício, servindo como uma forma de aquecimento.

Depois do treino

Após o treino, também é indicado que se faça alongamentos. Ao criar esse hábito, você ganha elasticidade e flexibilidade do tecido muscular e das articulações. 

O alongamento após o treino também pode ajudar no relaxamento das fibras musculares e na redução de dores pós treino.

Formas de realizar o alongamento

Como falamos, todas as partes do corpo podem ser alongadas. Por isso, a seguir, vamos falar sobre as três formas de realizar o alongamento de regiões corporais.

Alongamento de ombro

O primeiro tipo de alongamento que vamos falar é o de ombro. Para realizá-lo, você deve levar o braço direito sobre o prerto e enrolar a mão esquerda ao redor do cotovelo. 

Ao mesmo tempo, você deve puxar de maneira suave o braço direito suavemente o braço direito, de maneira a  alongar os ombros mais profundamente. Caso não sinta a região se alongando, tente abaixar o ombro.

Fique nessa posição entre 15 a 30 segundos. Depois, troque o lado e repita três vezes cada um.

Alongamento de tríceps

O alongamento de tríceps pode ser feito da seguinte forma: você deverá dobrar o cotovelo direito por trás da cabeça e usar a mão direita para puxar, de modo suave, o cotovelo esquerdo mais para dentro. 

Você deve fazer isso até sentir um alongamento no tríceps. Para esse alongamento, segure por 15 a 30 segundos e troque de lado. Repita cada um 3 vezes.

Alongamento das costas

formas de se alongar

Outro alongamento que pode ser feito é da parte superior das costas. Nele, você deve juntar as mãos à sua frente e nas costas, de modo a pressionar os braços para longe do corpo para sentir a parte superior das costas se alongar.

É importante contrair os abdominais para aproveitar este alongamento ao máximo. Tente ficar nessa posição até 30 segundos e repita pelo menos 3 vezes.

Alongamento de perna

Um alongamento mais comum de se fazer é o de perna. Para executá-lo com equilíbrio, você deve ficar em pé e se segurar em uma parede ou na parte de trás de uma cadeira 

Em seguida, você irá segurar a parte superior do pé esquerdo e dobrar o joelho, de maneira a  trazer o pé em direção aos glúteos. Seu joelho deve apontar diretamente para o chão. Nesse alongamento, você deve sentir a parte frontal da perna.

Para que o alongamento seja mais intenso, você deve contrair os quadris para frente. Tente ficar nessa posição por até 30 segundos e depois troque de lado. Repita cada perna 3 vezes.

Conclusão

Os benefícios do alongamento são vários: alívio da tensão muscular, melhora da postura corporal e aumento da flexibilidade muscular. Eles são essenciais para quem vai fazer atividade física, por isso, antes do treino, é importante sempre alongar.

Além dos exercícios de alongamentos que mostramos, você também pode fazer sessões de fisioterapia para trabalhar ainda melhor esse tipo de exercício.

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Saiba como funciona a entorse no joelho e as melhores maneiras de tratar esse problema

O joelho é uma articulação que depende de ligamentos para se manter estável. Engana-se quem pensa que apenas atletas podem sofrer com a entorse no joelho. Na verdade, basta um movimento equivocado para ter problemas nessa região do corpo.

A entorse do joelho acontece quando a articulação ultrapassa o seu limite fisiológico, causando bastante dor. Para tratar corretamente, no entanto, é preciso que seja feito o diagnóstico.

Se você quer saber mais sobre entorse no joelho, está no artigo certo. Aqui vamos explicar o que é entorse no joelho, quais as causas, como é feita a identificação do problema e, claro, como ocorre o tratamento. Acompanhe o conteúdo!

Leia também sobre o deslocamento do ombro e o que fazer para tratar essa condição!

O que é entorse no joelho?

A entorse no joelho, também chamada de torção do joelho, nada mais é do que o alongamento excessivo dos ligamentos dessa região.  Como falamos, o joelho se sustenta devido a diversos ligamentos.

Os principais lesionados em uma entorse são os dois ligamentos cruzados, ou seja o anterior e posterior, o do centro e os ligamentos colaterais – medial e lateral. Todos eles são responsáveis por dar sustentabilidade à articulação

Existem três graus de entorse no joelho, sendo eles:

  • 1º grau: o mais leve, no qual as fibras são danificadas, porém, na maioria das vezes, o ligamento consegue se cicatrizar de maneira natural;
  • 2º grau: o nível intermediário, no qual mais fibras são danificadas, porém o ligamento ainda consegue promover a estabilidade articular;
  • 3º grau: por fim, o grau mais pesado, no qual acontece ruptura completa do ligamento.

O que causa a entorse no joelho?

 O que causa a entorse é a força aplicada sobre a articulação que acaba promovendo a torção súbita do joelho.

O fator mais comum para o acontecimento de uma entorse no joelho é o movimento brusco para dentro, rotação interna de quadril, com o pé fixo ao solo. 

Esse problema é comum durante a prática de atividades físicas, como quando o corpo tropeça durante o exercício ou em esportes de contato, a exemplo de vôlei e futebol. No entanto, a entorse não é só provocada nesses casos.

Ela também pode ser provocada durante acidentes inesperados do cotidiano.A forma como a entorse é provocada irá definir a intensidade e a gravidade da lesão.

Como diagnosticar a entorse no joelho?

diagnóstico entorse joelho

Os sintomas mais comuns de quem sofre com entorse no joelho são a dor intensa na região, travamento, inchaço e a dificuldade de dobrar o joelho e também de apoiar o corpo sobre a perna que foi afetada.

Em casos mais graves, pode ocorrer uma pequena hemorragia dentro da articulação, o que faz com que a região fique roxa ou azulada.  Ao sentir esses sintomas, é importante procurar um médico especialista, pois é ele quem vai fazer o diagnóstico.

Para diagnosticar a entorse, será preciso que o médico realize um exame físico, avaliando o movimento, inchaço e a sensibilidade do joelho em relação ao que não apresenta nenhum problema.

Em alguns casos, pode ser preciso exames como radiografia, ressonância magnética ou ultrassom. Com eles, é possível avaliar se os ligamentos, se romperam ou só ficaram comprometidos.

Tratamento para entorse no joelho

Com o diagnóstico de entorse, o médico vai orientar o melhor tratamento para o grau do problema do paciente.

Entre as recomendações, podemos citar:

  • Repouso ou pausa nas atividades físicas.
  • Imobilização do joelho;
  • Sessões de fisioterapia;
  • Procedimento cirúrgico.

Repouso e pausa nas atividades

Em primeiro lugar, é essencial que a pessoa com entorse pare de realizar atividades físicas e permaneça em repouso durante o período de recuperação. 

É essencial evitar ao máximo colocar o pé no chão, pois isso vai ajudar o corpo a não fazer peso sobre o joelho. O ideal é ficar deitado com a perna elevada para ajudar a desinchar mais rápido.

Imobilização do joelho

Em outros casos, pode ser necessário o uso de tala, imobilizador ou até mesmo muletas para atenuar o impacto no joelho. Essas intervenções também vão ajudar na recuperação do joelho e evitar o agravamento da inflamação.

Caso seja feito algum enfaixamento, no entanto, é importante não deixar o joelho muito apertado para não atrapalhar a circulação na região.

Sessões de fisioterapia

tratamento entorse joelho

Outro tipo de tratamento para entorse do joelho é a fisioterapia. Ela é indicada após a retirada de talas e imobilizadores.

As sessões vão ajudar o paciente  a recuperar o movimento e desenvolver mais força muscular e equilíbrio. Além disso, as técnicas de mobilização articular e exercícios vão ajudar no alongamento muscular.

Procedimento cirúrgico

A cirurgia é sempre o último recurso para tratar a artrose. É comum que antes dela seja realizada a drenagem de líquidos como uma forma de tratamento.

Os casos que envolvem cirurgia costumam ser quando o paciente é jovem ou atleta e deseja continuar a praticar atividade física sem qualquer comprometimento. 

Caso a lesão comprometa atividades simples também pode ser indicado. As cirurgias de joelho para tratar a entorse costumam ser de reparo ou reconstrução.

Quanto tempo demora para curar a entorse?

O tempo de recuperação, assim como o tratamento, depende sempre do nível da torção do joelho. No geral, é comum a liberação do paciente após 3 a 6 meses da lesão. 

Quando é feito sessões de fisioterapia, é comum que o paciente também consiga se recuperar mais rapidamente. 

O que é bom para aliviar a dor da entorse no joelho?

Para aliviar a dor da entorse no joelho é recomendado o uso de compressas geladas por 30 minutos de 3 a 4 vezes ao dia. Além disso, fazer massagens com gel ou pomada anti-inflamatória na região também podem ajudar. 

Conclusão

Se você tinha dúvidas sobre a entorse no joelho, agora você entende muito melhor como funciona esse tipo de lesão. Embora seja comum em atletas, ela pode acontecer com qualquer pessoa.

Caso apresente sintomas, é muito importante procurar um médico para buscar o melhor tratamento que pode, entre outras recomendações, envolver sessões de fisioterapia, principalmente após a imobilização do joelho.

No Núcleo Alma você encontra diferentes especialidades que podem te auxiliar no cuidado com a sua saúde. Conheça os nossos serviços! 

Cirurgia, quimio e radioterapia: conheça os principais tipos de tratamento para o tumor ósseo

O tumor ósseo é um tipo de câncer considerado bastante raro que atinge os ossos do corpo. Embora possa se desenvolver em qualquer osso, é mais comum que o câncer apareça em ossos mais longos.

Entre os tipos mais comuns, tem-se o condrossarcoma, o osteossarcoma e o tumor de Ewing. Uma das particularidades dessa patologia é que ela costuma ser mais frequente em pessoas jovens de até 30 anos.   

Se você tem interesse em conhecer mais sobre esse tipo de tumor, está no artigo certo. Aqui iremos não só esclarecer como esse câncer funciona e falar sobre as causas e principais sintomas, como também vamos explicar os principais tratamentos para tumor ósseo. Boa leitura!

Leia também sobre exames neurológicos e para que eles servem!

O que é um tumor ósseo? 

Em primeiro lugar, é importante esclarecer o que é um tumor ósseo. O tumor se define como um aumento anormal de células no corpo. No caso do tumor ósseo, isso se dá nos tecidos ósseos.

O aumento exagerado de células pode provocar o aparecimento de massas e nódulos, chamados de tumor, que irão comprometer o tecido.

Esse processo também é chamado de neoplasia. A neoplasia pode ser tanto benigna como maligna. O tumor ósseo se divide, ainda, em primário e secundário. No caso do primário, o câncer se desenvolve diretamente no osso que estava normal. 

Já o tumor ósseo secundário diz respeito aos tumores que se originam em outro órgão e crescem para os ossos posteriormente. 

Tumor ósseo benigno

O tumor ósseo benigno são os tipos de tumores que crescem no tecido ósseo e ficam limitadas a essa localização. Ou seja, eles não se espalham para outros órgãos e tecidos do corpo. 

O tumor benigno do osso pode pode aparecer em qualquer parte do nosso esqueleto, sendo mais comum em regiões como o joelho, ombro e bacia. Entre os tipos de tumores ósseos benignos mais comuns, podemos citar:

  • Tumores de células gigantes;
  • Encondroma;
  • Displasia fibrosa;
  • Cisto ósseo aneurismático.

É possível desenvolver um único tumor em um único osso ou vários tumores benignos do mesmo tipo espalhados pelo esqueleto.

No geral, por levar o nome de benigno, esse tipo de tumor não apresenta grandes riscos e costumam ser tratados de forma mais simples. Em casos mais raros, tumores ósseos benignos podem ser dolorosos e ter complicações que necessitem de cirurgia.

Tumor ósseo maligno

O tumor ósseo maligno nada mais é do que o câncer ósseo. Ele pode ser tanto primário, no qual se desenvolveu no próprio osso, o que é mais raro, como secundário, sendo mais comum.

Os principais tipos de tumores malignos primários são o osteossarcoma clássico e o sarcoma de Ewing. Já o câncer ósseo secundário pode ser provocado por cânceres de mama, rim, tireóide e próstata. 

Causas do tumor ósseo

Os fatores que levam ao desenvolvimento do tumor ósseo ainda não são claros. Acredita-se que ele surge devido a mutações no DNA das células. 

Além disso, alguns fatores de risco que podem colaborar para o aparecimento dessa patologia são síndromes genéticas, a existência de doenças ósseas e a exposição constante a substâncias químicas que provocam câncer, como a radiação.

Além disso, pessoas que possuem câncer de próstata e mama, por exemplo, têm mais chance de desenvolver o tumor ósseo secundário.

Principais sintomas do tumor ósseo

Os sintomas do tumor ósseo sempre variam de acordo com o tipo de tumor, ou seja, cada um possui sintomas particulares. No entanto, no geral, os sintomas mais frequentes são:

  • Dor no local;
  • Inchaço;
  • Perda de força;
  • Fraturas ósseas.

Dor no local

O principal e mais comum sintoma é a dor no osso afetado. No início, é comum que a dor não seja tão frequente, sendo mais comum pelo horário da noite. No entanto, caso o quadro se agrave, a dor passa a ser mais constante e aumenta com a movimentação.

Inchaço

Outro sintoma que pode aparecer é o inchaço na região. Em alguns casos, não se trata de um sintoma inicial.

Com o tempo e o crescimento do tumor, pode passar a ter uma protuberância na região. É comum que o inchaço seja percebido mais em ossos que estão próximos à pele. 

Perda de força 

A perda de força também é um sintoma menos comum, mas que pode aparecer em quem sofre com tumor ósseo. Isso acontece pois o tumor pode gerar a compressão dos nervos, o que vai gerar um enfraquecimento dos membros e músculos da região.

Fraturas ósseas

Por fim, outro sintoma decorrente do tumor ósseo, mas que nem sempre aparece, é o enfraquecimento do tecido, que pode gerar o aparecimento de fraturas ósseas. A fratura está associada a dores súbitas e fortes no local.

Diagnóstico para tumores ósseos

diagnóstico tumor ósseo

O diagnóstico de um tumor ósseo é feito por um médico e deve ser feito o mais cedo possível. Há vários métodos utilizados para identificação da patologia. 

No geral, os principais caminhos para o diagnóstico são a radiografia e a ressonância magnética. A primeira costuma ser a forma mais acessível e barata de fazer o exame.

Já a ressonância costuma ser uma opção de avaliação complementar, principalmente em casos de tumores ósseos secundários. Em outros casos, pode ser necessário a realização de cintilografia óssea, tomografia computadorizada e biópsia.

Tumor ósseo tem cura?

Na maioria dos casos, os tumores ósseos possuem cura. As chances de isso ser possível é maior quando o diagnóstico é feito no início da doença. No entanto, esse processo também vai depender da situação particular do tumor do paciente.

Os pacientes que apresentam tumores ósseos benignos, principalmente em casos múltiplos, precisam ser acompanhados durante toda a vida, visto que o risco de transformação em tumor maligno é mais alto na fase adulta.

Principais tratamentos para o tumor ósseo

principais tratamentos tumor ósseo

Agora que já explicamos mais sobre o que é o tumor ósseo, está na hora de falar sobre os principais tratamentos para o tumor ósseo que possuem cura, a depender do quadro.

Condrossarcoma

O primeiro tipo de tumor ósseo que iremos falar é o condrossarcoma. Trata-se de um tumor maligno, ou seja, é um câncer ósseo. O seu desenvolvimento se dá pela produção de células cartilaginosas nos ossos da região da pelve, do quadril e dos ombros.

Essa doença apresenta um crescimento mais devagar, no entanto, pode crescer para outras regiões como o pulmão. Trata-se de um tumor maligno mais frequente em homens mais velhos, sendo associado a fatores genéticos.

Tratamento do condrossarcoma

O principal tratamento para esse tumor ósseo costuma ser a cirurgia, no entanto, isso vai depender do quão avançado está o quadro, bem como a idade do paciente e o seu histórico médico.

Na grande maioria dos casos, a quimioterapia e a radioterapia não surtem efeito. Esses tratamentos são mais indicados quando o câncer está na metástase, pois dessa forma é possível combater as células cancerosas para evitar a progressão da doença.

Osteossarcoma

O segundo tipo de tumor ósseo também maligno é o osteossarcoma, originado de células cartilaginosas. Ele costuma afetar ossos longos, como os das pernas e braços, podendo se espalhar para outras regiões.

Diferente do condrossarcoma, esse tipo de tumor é mais frequente em pessoas mais jovens entre os 20 e 30 anos. O condrossarcoma se divide em três níveis, podendo ser alto, médio ou baixo.

Tratamento do condrossarcoma

O tratamento para o tumor ósseo condrossarcoma envolve um tratamento multidisciplinar, com a participação de profissionais como ortopedista oncológico, oncologista, radioterapeuta, psicólogo, clínico geral e médico intensivista.

No geral, o tratamento do condrossarcoma demanda cirurgia, com o propósito de retirada do bloco do tumor com margens cirúrgicas livres, seja ela preservadora ou ablativa. A depender da região, pode ser preciso a amputação para salvar o paciente.

Além da cirurgia, em outros casos pode ser necessário a realização de quimioterapia, seguida de cirurgia, e um novo ciclo de quimioterapia. A escolha do melhor tratamento vai variar com o grau do tumor e situação do paciente. 

Tumor de Ewing

O terceiro tipo de tumor ósseo é o tumor de Ewing, também chamado de sarcoma de ewing. É um tumor maligno mais frequente em ossos, aparecendo em partes moles em volta do tecido ósseo.

Os três tipos de tumor de Ewing mais comum são o sarcoma de Ewing do osso, o sarcoma de Ewing extra-ósseo e o sarcoma neuroectodérmico primitivo periférico (PPNET).

É o segundo tipo de câncer osseo mais frequente em crianças e adolescentes, sendo muito comum em pessoas com cerca de 15 anos, principalmente do sexo masculino.

Tratamento do tumor de Ewing

Os tipos de tratamento mais utilizados para os tumores de Ewing são multimodal, incluindo quimioterapia, cirurgia, radioterapia e transplante de células-tronco, sendo este último comum como parte de ensaio clínico.

Assim como o tratamento de osteossarcoma, o planejamento do tratamento do sarcoma de Ewing deve ser feito num centro de referência com equipe multidisciplinar.

Histiocitoma Fibroso Maligno

O histiocitoma fibroso maligno é um sarcoma de tecidos moles. O sarcoma é um tipo de câncer que se origina nos tecidos conjuntivos do organismo.

 É comum incidir em nas extremidades músculo esquelético, na cavidade abdominal e no retroperitônio. A  maioria dos FHM está localizada abaixo da fáscia.

Trata-se de um tumor de grau intermediário de malignidade, extremamente raro, afetando principalmente adolescentes ou adultos mais jovens.

Tratamento do histiocitoma fibroso maligno

O principal tratamento do tumor ósseo histiocitoma fibroso maligno é por meio da cirurgia. É comum a intervenção da quimioterapia antes para diminuir o tumor e, assim, poder ressecá-lo. 

Em alguns casos, a quimioterapia pode ser ministrada após a cirurgia também. A amputação do membro ósseo costuma ser bastante rara.

Tumores de Células Gigantes

O tumor ósseo de células gigantes é um tumor benigno mas com características mais agressivas. Costuma aparecer na região epifisária dos ossos longos próximos aos joelhos e punhos.

Essa patologia se caracteriza pela proliferação de células gigantes multinucleadas (gigantócitos) que se assemelham aos osteoclastos. É comum na faixa etária adulta.

Quando há uma disseminação para outros órgãos do corpo,  os pulmões costumam ser os mais afetados.

Tratamento de tumores de células gigantes

tratamento tumor ósseo cirurgia

Os tumores de células gigantes costumam ser tratados com cirurgia. A depender do caso, pode ser preciso a remoção da parte do osso que possui o tumor, sendo preciso o uso de prótese ou a realização enxerto e cimento ósseo.

Em alguns casos, o médico pode optar pela curetagem do tumor. O processo de amputação costuma ser muito raro para esse tipo de tumor. 

Fibrossarcoma 

Seguindo com os tipos de tumores ósseos, outro que também pode ser tratado é o fibrossarcoma, bastante raro. Trata-se de um outro tipo de sarcoma, nesse caso o câncer acontece no tecido fibroso, afetando membros como braços, tronco e pernas.

O fibrossarcoma tem origem mesenquimatosa com predomínio de fibroblastos e produz colágeno fibroso formando uma massa dura local. O público mais afetado são pessoas entre 20 e 60 anos, no entanto, também pode ocorrer durante a infância. 

Tratamento do fibrossarcoma

A cirurgia é o principal tratamento para este tipo de câncer ósseo. O objetivo do procedimento é remover o tumor com uma margem em torno do osso normal. 

Após a cirurgia, caso o tumor não tenha sido completamente removido, pode ser preciso realizar radioterapia, se houver suspeita de doença remanescente. A quimioterapia não costuma ser muito utilizada nesses casos.

Cordomas

O último tipo de tumor ósseo é o cordoma, tumor raro que aparece no esqueleto axial, se originando nos remanescentes ectópicos de tecido notocordal. Ele é de frequente aparecimento na base do crânio e nos ossos da coluna vertebral. 

Existem três tipos de cordomas: cordoma clássico, cordoma condroide e cordoma desdiferenciado. Esse tumor costuma ter crescimento lento, mas comportamento localmente bem agressivo.

Tratamento para cordoma

O tratamento para tumor ósseo cordoma é feito através da cirurgia de remoção do tumor  com alguns tecidos normais adjacentes. No entanto, em alguns casos, quando a medula espinhal está envolvida, não é possível a cirurgia. 

A radioterapia é comum após a cirurgia para reduzir as chances de reaparecimento. Em outros casos, esse método pode ser usado caso o tumor não possa ser retirado de maneira cirúrgica.

Fisioterapia oncológica

Como tratamento para tumor ósseo, existe também a abordagem fisioterapêutica. A fisioterapia pode auxiliar com exercícios para fortalecimento muscular e ganho de amplitude de movimento, a partir das limitações do paciente.

Conclusão

Como você pode ver ao longo do texto, o tumor ósseo, embora seja raro, precisa ser identificado o mais rápido possível para que os tratamentos sejam efetivos.

Entre os tratamentos para tumor ósseo mais frequentes, podemos citar a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia, sendo necessário também a participação de uma equipe multidisciplinar.

Outro tipo de tratamento para tumor ósseo que também pode ajudar é fisioterapia oncológica, feito em clínicas que tenham essa especialidade. 

No Núcleo Alma você encontra diferentes especialidades que podem te auxiliar no cuidado com a sua saúde. Conheça os nossos serviços! 

Cirurgia da mão: os cuidados necessários na recuperação

A mão é um dos membros que mais utilizamos no nosso cotidiano. Quando se tem complicações nessa área, é recomendado que se faça procedimentos cirúrgicos para corrigir o problema.

Esse tipo de cirurgia costuma melhorar a força e a flexibilidade da região. Entre os principais motivos que levam a cirurgia da mão, temos a síndrome do túnel do carpo, a osteoartrite e fraturas de acidentes, entre outros.

Caso você sofra com algum problema nesse membro, é interessante conhecer mais sobre o processo de cirurgia da mão e a recuperação. 

Ao longo do artigo, iremos esclarecer quando deve ser feita uma cirurgia da mão, como ela é feita, quais são os cuidados após a cirurgia e quais os principais exercícios no processo de cicatrização. Boa leitura!

Acesse o site da Núcleo Alma, e saiba como nós podemos te ajudar na recuperação de cirurgias!

Quando deve ser feita uma cirurgia da mão? 

A cirurgia da mão é um tipo de procedimento que pode ser necessário para diferentes situações. Entre elas, podemos citar problemas como:

  • Síndrome do túnel do carpo;
  • Síndrome do túnel cubital;
  • Dedo em gatilho;
  • Entorses do polegar;
  • Osteoartrite;
  • Fraturas do escafóide..

A seguir, vamos falar mais aprofundadamente sobre cada uma dessas condições.

Síndrome de túnel do carpo

O tipo de problema mais comum que pode gerar a necessidade de realizar uma cirurgia da mão é a síndrome do túnel do carpo. 

Essa condição de neuropatia diz respeito ao processo de compressão do nervo mediano em um canal localizado no pulso, que se chama o túnel do carpo.

Todas as situações que provoquem uma maior pressão dentro do canal pode desencadear esta síndrome. Entre os principais fatores, podemos citar:

O principal sintoma que pessoas com esse problema tem é a sensação de dormência e formigamento na região da mão. É comum que esse processo, que se dê durante a noite na região interna da mão na linha do polegar. Além disso, a dor na região também é comum.

Para diagnosticar um quadro de síndrome do túnel do carpo, são feitos testes de Phalen, no qual a mão é mantida de forma fletida por 60 segundos. Caso os sintomas piorem, pois a posição aumenta a pressão, isso pode indicar essa condição.

O segundo tipo de teste feito para identificar essa síndrome é o teste de Tinel. Esse consiste em percutir o nervo mediano, caso esteja comprometido, a sensação será de choque e formigamento.

Síndrome do Túnel Cubital

O segundo problema que pode necessitar de uma cirurgia de mão é a síndrome do túnel cubital. Essa patologia se configura pela compressão do nervo ulnar na região do cotovelo, que se chama túnel cubital.

Essa é a segunda neuropatia mais comum dos membros superiores, ficando atrás apenas do canal cárpico. Entre os principais fatores que geram esse quadro, podemos citar:

  • Diabetes;
  • Insuficiência renal;
  • Artrose do cotovelo
  • Fraturas na região;
  • Instabilidades do nervo ulnar;
  • LER;
  • Luxação do cotovelo.

Os principais sintomas característicos desta síndrome são a dor na parte interna do cotovelo, podendo ampliar para o antebraço.

 Além disso, é comum a sensação de formigamento do 4º e 5º dedo da mão, pois tem ligação direta com o nervo. Por fim, outro sintoma comum é a diminuição de sensibilidade no local e perda de força na mão. 

Para o diagnóstico dessa doença, é feito o teste de Tinel, assim como acontece na síndrome do túnel do carpo. 

Dedo em gatilho

fatores cirurgia da mão

Outro motivo que pode levar ao procedimento cirúrgico na mão é o dedo em martelo ou dedo em gatilho. Esse problema também é chamado de tenossinovite estenosante. Ela se configura em um processo de inflamação dos tendões responsáveis pela dobra dos dedos.

Devido ao fato dos tendões passarem por dentro de túneis, ao inchar, ele fica preso e o dedo fica dobrado. 

O processo de esticar, portanto, vai demandar uma maior força, gerando uma sensação de liberação e estalido similar ao de apertar um gatilho, por isso leva esse nome.

O dedo em gatilho costuma ser provocado pela inflamação no dedo afetado. Embora as principais causas não sejam claras, é comum que esse problema apareça em casca de:

  • Artrite reumatoide;
  • Diabetes;
  • LER; 
  • Traumas e acidentes;
  • Hipotiroidismo
  • Esforços esportivos.

Pessoas que sofrem com dedo em martelo costumam ter a dor na região como principal sintoma. Outras sensações comuns são rigidez e alteração na sensibilidade no dedo afetado. 

O problema pode atingir tanto apenas um dedo como vários.O dedo anelar e o polegar são os mais comuns. O diagnóstico feito pelo médico costuma ser simples, a partir da avaliação da região. 

Entorses do polegar

Outro tipo de problema mais específico que pode levar a necessidade de cirurgia da região da mão são as entorses do polegar. 

Trata-se de uma lesão que acomete as estruturas ligamentares e as articulações na região do polegar. É comum que o ligamento colateral ulnar seja afetado, sendo esse responsável por conectar o polegar à mão no lado próximo ao dedo indicador.

Entre as principais causas da entorse, está a prática de esportes como o esqui. Essa patologia também é chamada de “polegar do esquiador”, pois é uma frequente lesão com um bastão de esqui. Outros fatores que provocam essa patologia são:

  • Esportes de contato;
  • Quedas e fraturas.

Os principais sintomas de uma entorse no polegar são dores, inchaços e divulgar de fazer o movimento de pinça para pegar objetos. Além desses sintomas, também podem ser percebidos fraquezas e o aparecimento de hematomas na região. 

O diagnóstico de entorse do polegar é feito a partir de exames físicos e radiografias para verificar se há fraturas no local.

Osteoartrite

A osteoartrite, também chamada de artrose, também pode fazer com que seja preciso fazer uma cirurgia da mão, quando afeta essa região, uma das mais comumente atingidas.

Essa patologia nada mais é do que um desgaste da cartilagem articular, afetando os osteófitos, chamados popularmente de “bicos de papagaio”. Esse desgaste é acompanhado de alterações das estruturas ósseas. 

É comum que esse problema se desenvolve naturalmente com o avanço da idade, no entanto, há outros fatores que favorecem esse quadro:

  • Irregularidades na superfície articular;
  • Obesidade;
  • Esforços físicos repetitivos;
  • Esportes com impacto;
  • Doenças reumatológicas inflamatórias;
  • Trauma e acidentes;
  • Necrose óssea.

Os sintomas mais frequentes da osteoartrite da mão são a dor nas articulações, rigidez e diminuição da mobilidade, perda de flexibilidade, rangidos e estalos na articulação, além de inchaço, quando o problema é acompanhado de inflamação.

Essa patologia costuma afetar principalmente as articulações entre a segunda e a terceira falange. Para identificar o quadro, o médico deve fazer anamnese, achados clínicos e a requisição de exames de imagens.

Fraturas do escafóide

Outro problema que pode levar a necessidade de uma intervenção cirúrgica na região da mão são as fraturas do escafóide. O escafóide pode ser definido como um dos 8 ossos do carpo que constituem o punho, também chamado de pulso.

Esse tipo de fratura acontece devido a hiperextensão do punho, devido a queda sobre a mão estendida. Entre os principais sintomas, podemos citar: 

  • Dor no punho;
  • Inchaço na região da base do polegar;
  • Limitação da mobilidade;
  • Vermelhidão e escurecimento da região devido a hemorragia interna. 

É comum que se confunda esse quadro com uma entorse, por isso, após um trauma, é essencial procurar um médico para avaliar se houve algum comprometimento da região. 

O diagnóstico é feito por meio da radiografia.Em alguns casos, pode ser preciso realizar ressonância magnética.

Como é feita a cirurgia na mão? 

como é feita cirurgia da mão

Como mostramos acima, a cirurgia na mão pode ser o tratamento mais adequado para diversos problemas. 

Ela costuma ser indicada em casos mais graves e, para ser possível de ser feita, é preciso que o paciente não tenha condições médicas que possam prejudicar a cicatrização. 

Cada caso pode demandar um tipo de intervenção diferente. Por exemplo, a microcirurgia é um tipo feito para reconectar nervos e tendões.

Em outros casos, no qual se precisa reconstruir tecidos, pode ser preciso fazer uso de técnicas de cirurgia plástica para retirada e enxerto de pele, ossos e tendões, como é o caso da zetaplastia.

Especificamente no caso do túnel do carpo, a cirurgia costuma ser feita através da técnica de endoscopia. 

Nesse caso, o cirurgião usa um dispositivo com uma pequena câmera ligada para ver o interior do túnel do carpo. Por meio disso, ele realiza uma incisão na aponeurose palmar média, que vai permitir a descompressão do nervo.

Os principais passos de uma cirurgia da mão são, portanto:

  1. Anestesia: assim como quase toda cirurgia, é preciso anestesiar a região que vai passar pelo procedimento ou então realizar a anestesia geral, no qual o paciente ficará sedado;
  2. Incisão: feito a sedação do paciente, a região será reparada a partir da técnica mais adequada para o tratamento da patologia;
  3. Fechamento: por fim, após a intervenção e correção do problema, a região será fechada com suturas móveis ou não removível. 

Cuidados necessários na recuperação da cirurgia da mão 

A recuperação da cirurgia da mão é uma etapa muito importante. O tempo de recuperação sempre depende do tipo de técnica utilizada no procedimento cirúrgico.  O resultado final pode aparecer após vários meses.

Uso de remédios e curativos

É muito comum a necessidade de curativos no local operado para evitar a chance de infecção. Ataduras e micropores oclusivos podem ser aplicados para manter o local cirúrgico limpo, por exemplo.

Além disso, o uso de remédios indicados pelo médico, como ibuprofeno, é muito importante para oferecer alívio da dor e desconforto no processo pós-operatório. 

Necessidade de repouso 

Após qualquer procedimento cirúrgico, é preciso que o corpo descanse e não faça esforço para que a recuperação seja efetiva e mais rápida.

A partir da determinação médica, o paciente costuma ser proibido de realizar atividades físicas e carregar peso até a recuperação da região. 

Imobilização da mão 

A recuperação da cirurgia da mão envolve também o uso de gesso e talas para imobilizar o punho. Essa prática é essencial para evitar danos causados pela movimentação da articulação durante os primeiros dias após o procedimento.

É provável que o cirurgiado precise de acompanhamento para realização de atividades simples, principalmente nos primeiros dias, visto que a mão estará imobilizada.

Depois de retornar ao médico de acordo com o orientado para retirar o gesso ou a tala, pode ser preciso ainda colocar uma compressa de gelo no local para aliviar os sintomas como inchaço.

Após a recuperação, quais os exercícios mais indicados?

tratamento após cirurgia da mão

Após o procedimento cirúrgico e os primeiros cuidados, para aumentar a qualidade da movimentação da mão, por exemplo, é comum que o paciente seja orientado a fazer tratamentos como sessões de fisioterapia. 

A seguir, vamos mostrar três tipos de exercícios mais comuns para recuperação da mão após cirurgia.

Primeiro exercício

O primeiro exercício deve ser feito com a mão esticada. Após isso, você deverá fechar a mão até tocar com os dedos na palma da mão. 

Depois disso,  dobre os dedos em forma de garra e voltar à posição com a mão esticada. O ideal é fazer 10 repetições três vezes ao dia. 

Segundo exercício

Para realizar o segundo exercício de recuperação da cirurgia de mão, você deve esticar  o braço e dobrar a mão para trás. 

Ao mesmo tempo, deve puxar os dedos para trás com a outra mão. Assim como o primeiro exercício, você deve repeti-lo 10 vezes durante três vezes ao dia.

Terceiro exercício 

O último exercício que ajuda no tratamento de recuperação da cirurgia de mão deve ser feito da seguinte forma: dobre a mão para a frente e estique os dedos, depois dobre o pulso para trás e feche a mão. Você deve repetir o exercício três vezes ao dia com 10 repetições.

Conclusão

A cirurgia da mão pode ser uma intervenção necessária em diversas situações, principalmente em casos de túnel de carpo e túnel cubital. Após o procedimento, é muito importante ter cuidado na recuperação para que a cirurgia tenha, de fato, sucesso.

Uma das formas de cuidar bem da região é por meio de sessões de fisioterapia. Acesse o site da Núcleo Alma, e saiba como nós podemos te ajudar na recuperação de cirurgias!